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SRE15 de fevereiro de 20267 min de leitura

SLO, SLI e SLA na prática: definindo confiabilidade

SLI, SLO e SLA são a base da engenharia de confiabilidade (SRE). Entenda a diferença entre eles, o que é error budget e como definir metas de confiabilidade que fazem sentido.

SLI, SLO e SLA são três conceitos centrais da engenharia de confiabilidade (SRE) que costumam ser confundidos. Entender a diferença entre eles é o primeiro passo para gerenciar a confiabilidade de um serviço de forma objetiva, em vez de depender da percepção subjetiva de "está lento" ou "está instável".

SLI — Service Level Indicator

É a métrica que você mede. Um SLI é um indicador quantitativo do comportamento do serviço, como a porcentagem de requisições bem-sucedidas, a latência abaixo de um limite, ou a disponibilidade. Exemplo: "99,95% das requisições retornaram em menos de 300 ms na última semana".

SLO — Service Level Objective

É a meta interna que você define para um SLI, em um período. Exemplo: "99,9% das requisições devem retornar em menos de 300 ms ao longo de 30 dias". O SLO é a referência que guia decisões de engenharia — ele deve ser ambicioso o suficiente para satisfazer o usuário, mas realista o bastante para ser sustentável.

SLA — Service Level Agreement

É o compromisso contratual com o cliente, geralmente acompanhado de penalidades (como créditos) caso não seja cumprido. O SLA costuma ser mais frouxo que o SLO interno: se o seu SLO é 99,9%, o SLA contratado com o cliente pode ser 99,5%, dando margem para operar com segurança.

Error budget: o conceito que amarra tudo

Se o SLO é 99,9% de disponibilidade, então 0,1% de indisponibilidade é aceitável — esse é o seu error budget (orçamento de erro). Enquanto houver orçamento, o time pode priorizar lançar novas funcionalidades. Quando o orçamento se esgota, o foco muda para estabilidade. O error budget transforma a discussão "velocidade versus confiabilidade" em um número objetivo.

Como definir bons SLOs

  • Escolha SLIs centrados na experiência do usuário (latência, erros, disponibilidade), não em métricas internas de infraestrutura.
  • Baseie o SLO no comportamento histórico e no que o usuário realmente percebe — não busque 100%, que é caro e desnecessário.
  • Deixe folga entre o SLO interno e o SLA externo.
  • Revise os SLOs periodicamente conforme o serviço e as expectativas evoluem.
100% é a meta errada de confiabilidade: o objetivo é ser confiável o suficiente para o usuário, ao menor custo sustentável.

Na A9 Tecnologia, ajudamos times a definir SLIs e SLOs e a instrumentá-los com observabilidade (Datadog, New Relic, Grafana ou Elastic). Quer estruturar a confiabilidade dos seus serviços? Fale com a gente.

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